O património cultural no planeamento e no desenvolvimento do território

Os planos de ordenamento de parques arqueológicos

 

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Na sociedade portuguesa, tal como a nível internacional, o interesse pelas questões relacionadas com o património cultural é cada vez maior, constituindo a Lista de Património Mundial da UNESCO um bom exemplo.

A presente obra aborda a temática do Património Cultural como um recurso para o desenvolvimento territorial, centrando-se em duas recentes figuras legais, os Parques Arqueológicos e os respectivos Planos de Ordenamento de Parque Arqueológico, fazendo a analogia ao Património Natural e às experiências de gestão de algumas Áreas Protegidas portuguesas.

Aborda ainda casos internacionais, inscritos na Lista de Património Mundial, como o Stonehenge (Wiltshire, Inglaterra) e o seu Plano de Gestão, as grutas decoradas do vale de Vézère (Dordogne, França) com a sua dupla protecção, a arte rupestre do arco mediterrâneo espanhol (Aragão, Espanha) com a figura legal de parque cultural, ou seja, três casos que inspiraram tentativas na implementação de uma estratégia de desenvolvimento alicerçada no património cultural.

A história do processo de descoberta e salvaguarda das gravuras do Côa, bem como a génese do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) é abordada, bem como a aplicação da estratégia de desenvolvimento, que decorreu do Programa de Desenvolvimento Integrado do Vale do Côa (PROCÔA).

As expectativas, disposições e razões da população para participar no funcionamento do PAVC foram contempladas. À semelhança da auscultação efectuada a directores das Áreas Protegidas, foi realizado um conjunto de entrevistas, dirigidas a cinco autarcas da região do Côa e a quatro dos principais agentes económicos locais, sendo os principais resultados aqui apresentados.Com este estudo procurou-se primordialmente retirar lições, identificar preocupações, ideias e práticas de trabalho que poderão ser úteis para a gestão de territórios similares.

Este livro teve por base a Dissertação da Tese de Mestrado “O património cultural no planeamento e no desenvolvimento do território: os planos de ordenamento de parques arqueológicos”, do curso de Mestrado em Planeamento e Projecto do Ambiente Urbano pelas Faculdades de Engenharia e Arquitectura da Universidade do Porto, defendida em Outubro de 2005, tendo o seu texto sido revisto e actualizado pelo autor em Fevereiro de 2008. O livro possui a seguinte organização:

Índice Geral – Dedicatória; Prefácio de Alexandra Cerveira Pinto Lima (Directora do PAVC); Nota de Apresentação por João Vassalo Cabral (Professor da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa)

Capítulo I – Introdução

Capítulo II – Quadro teórico de referência: o património cultural, o desenvolvimento local, a paisagem e o ordenamento do território

Capítulo III – Sistemas jurídicos – planeamento territorial, património natural e património cultural – (Des)articulações, (In)complementaridades, (In)experiências
Capítulo IV – O Vale do Côa e o PAVC
Capítulo V – Considerações finais e referências bibliográficas

Anexos

Bibliografia – Lista de Abreviaturas – Índice de Figuras e Tabelas

 

APOIOS NA PUBLICAÇÃO DO LIVRO

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O livro faz parte da colecção Lugar do Plano, tendo a sua editora o mesmo nome. Para encomendar o livro clique aqui. Poderá ser adequirido nos seguintes postos de venda: Papelaria Adrião (Mangualde), PAVC (V.N. Foz Côa), Livaria Bonjardim (Porto), Livraria Leitura, books & living (Centro Comercial Cidade do Porto).

Notícia do lançamento do livro “O Património Cultural no Planeamento e no Desenvolvimento do Território” editada pelo Jornal PLANEAMETO e CIDADES, n.º 6, de Abril de 2008.

Para aqueles que apenas necessitam de consultar a organização da dissertação ou saber mais sobre o conteúdo da mesma, poderão efectuar o download dos seguintes documentos:

Capa, Resumo, Índices

Defesa da Dissertação – 30 de Outubro de 2005

No dia 2 de Dezembro de 2010 em que se comemorou 12 anos da inscrição como bem cultural das gravuras rupestres do Vale do Côa na Lista de Património Mundial e apesar do Museu do Côa já se encontrar aberto ao público, muito ainda há a fazer ao nível territorial e legal relativamente ao Parque Arqueológico do Vale do Côa. De modo a (re)lembrar essas problemáticas, neste mesmo dia pelas 22:00 decorreu uma apresentação deste estudo que deu origem ao livro no Clube Literário do Porto.

 

A fotografia da capa do livro é da autoria de António Martinho Baptista, Manuel Almeida, Centro Nacional de Arte Rupestre, aos quais o autor agradece.